Desde a preparação para o III Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), encontro organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e realizado em maio de 2014 em Juazeiro na Bahia, as Caravanas Territoriais tem buscado fazer um exercício descentralizado de análise coletiva onde experiências agroecológicas e os conflitos locais são visibilizados ao longo de um intenso processo mobilizador.
O território é aqui compreendido como espaço em disputa por projetos de desenvolvimento opostos, que implicam: a agroecologia e o agronegócio. As Caravanas, no âmbito do Comboio Sudeste, têm como objetivo: explorar o intercâmbio de experiências e interação cultural entre os participantes, estimular a reflexão sobre as questões territoriais sob a ótica da agricultura familiar camponesa e promover o diálogo com a sociedade, a partir da pergunta: Porque interessa à sociedade apoiar a agroecologia?
No projeto Comboio Agroecológico Sudeste, utilizamos como ferramenta político-pedagógica, a metodologia de mobilização social das Caravanas para realizar este intercâmbio de experiências e fortalecer as articulações estaduais, nos quatro estados do Sudeste.
Esse documentário gravado durante a Caravana Agroecológica e Cultural Rumo ao Vale do Jequitinhonha - Minas Gerais em Novembro de 2014.
Tecer redes que aproximem os anúncios e denúncias do Sudeste. De 06 a 11 de Abril de 2015, a Segunda Caravana do Projeto Comboio Agroecológico do Sudeste, passa pelo estado do Espírito Santo tendo em seu percurso o contato com diferentes conflitos territoriais. Seja pela expansão desenfreada na monocultura de eucalipto, pela mineração ou pelos impasses fundiários, a agroecologia é ameaçada por um modelo de desenvolvimento que destrói os bens naturais e explora os/as trabalhadores/as. Experiências com Milho Crioulo, Conservação da água e do solo, Reforma Agrária, Educação no Campo e muitas outras, renovam os laços de uma região que segue em Comboio.
O Comboio Agroecológico busca o fortalecimento da rede de núcleos de estudos em agroecologia (R-NEA) do sudeste do país e utiliza, entre outras ferramentas político-pedagógica, a metodologia de mobilização das Caravanas para realizar este intercâmbio de experiências e fortalecer as articulações estaduais, nos quatro estados do Sudeste.